INOVAÇÃO OU NEGLIGÊNCIA: A destinação e tratamento da coleta do lixo urbano pela Administração de Romero Rodrigues é privatizada

As sociedades modernas são grandes produtoras de resíduos. Existe uma relação direta entre essas, a produção e o consumo de bens e serviços. Nos hospitais, indústrias, agroindústrias, transportes e domicílios escapam emissões gasosas e liquidas poluentes. Essas mesmas atividades produzem grandes volumes de resíduos sólidos, na forma de plástico, metais, papéis, vidros, alimentos e objetos descartados.

A degradação do lixo doméstico permite a proliferação de moscas, ratos e outros vetores de doenças. Produz odores, contamina solos, além de esgotar o oxigênio de rios e lagoas, matando os seres vivos que lá existem. As embalagens de plástico e de metal entopem esgotos e bueros, causando sérios transtornos a população no período das chuvas. Em Campina Grande, os resíduos sólidos até pouco tempo, eram depositados em um "Aterro Sanitário", localizado na cidade de Puxinanã, que foi fechado por não atender as normas ambientais exigidas pela legislação brasileira.

A lei determina que o lixo hospitalar deve ser incinerado, mas nem os hospitais nem os órgãos públicos responsáveis dispõem de incineradores destinados a está finalidade. Compostos orgânicos, como os organoclorados, e inorgânicos, como metais pesados(chumbo, mercúrio), chamados resíduos tóxicos, provocam doenças e não se degradam na natureza. Os resíduos produzidos por hospitais da cidade constituem riscos pelo seu potencial de transmissão de doenças infectocontagiosas. Esses resíduos poderiam ser destinados a um Aterro Sanitário, mas atualmente o município não conta com nenhuma política própria de acomodação e tratamento de seu lixo.

A interdição do "Aterro Sanitário" localizado em Puxinanã, motivou o prefeito Romero Rodrigues, a privatizar todo o serviço de limpeza pública da cidade, o recolhimento dos resíduos nas residências e empresas bem como a acomodação do lixo produzido, passaram a ser integralmente realizados por empresas terceirizadas.

Segundo informações de populares e de trabalhadores que atuam na separação do lixo (catadores), o contrato firmado pela prefeitura e o novo "Aterro Sanitário", tem um custo mensal aos cofres públicos na ordem de 3 milhões de reais. Esse novo aterro fica situado em nossa Zona Rural, precisamente, perto do Distrito de Catolé de Boa Vista.

 É necessário uma avaliação se este equipamento funciona de acordo com as leis ambientais vigentes. As autoridades judiciais e ambientais não podem continuar indiferentes a esta questão e precisam tomar as devidas providências.

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