Semana passada, fui surpreendido
com uma publicação em uma das redes sociais. Um vídeo apresentava alguns jovens
de uma escola pública aqui da Paraíba dançando em ritmo de funk o Hino Nacional
Brasileiro.
O vídeo foi gravado na
Escola Estadual Senador Humberto Lucena na cidade de Cacimba de Dentro, situada
em nosso Curimataú. Segundo informações
levantadas pelo blog, o vídeo foi produzido pelo professor de língua estrangeira
Alan Oliveira, com plena autorização da direção da referida instituição de
ensino.
Vivemos em um
Estado Democrático de Direito, mas também temos que observar os nossos deveres.
O Hino Nacional Brasileiro é um símbolo oficial de nosso país, estabelecido na
Constituição Federal em seu Art. 13, § 1º. E deverá ser
executado em continência à Bandeira Nacional, aos três poderes constituídos, ou
ainda em cortesia internacional e nas atividades civis. De acordo com o Capítulo V da Lei 5.700/71, durante a execução do Hino
Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio. Civis do
sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, segundo
os regulamentos das respectivas corporações. Além disso, é vedada qualquer
outra forma de saudação (gestual ou vocal como, por exemplo, aplausos, gritos
de ordem ou manifestações ostensivas do gênero, sendo estas desrespeitosas ou
não).
Defender a manifestação artística cultural é uma coisa,
agora, perder a identidade nacional indo de encontro a nossa legislação e desrespeitando
a letra de Joaquim Osório Duque Estrada e a música de Francisco Manuel da
Silva, em uma das mais belas criações do gênero de todos os tempos, é outra
coisa.
Como cidadão da República Federativa do Brasil e
nacionalista que sou, trago aqui nesta postagem o meu repudio a essa ofensa
pública que um de nossos três símbolos maiores sofreu. Espero que esse episódio
não volte acontecer em nosso país e que esse, sirva como exemplo para os nossos
legisladores na observância da ausência de ferramentas estatais que gerem ou
elevem o nacionalismo entre os brasileiros, como adquirir respeito
internacional se esse está em falta dentro da relação, Estado e povo.
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